É complexo descrever o Japão em poucas palavras porque ele vai além do que qualquer descrição consegue. O país vem atraindo cada vez mais turistas e as redes sociais estão repletas de fotos e vídeos de quem foi conhecer a Terra do Sol Nascente.
Depois da isenção de visto que entrou em vigor em setembro de 2023, quem possui passaporte brasileiro pode viajar ao Japão sem visto para estadias de até 90 dias, medida válida até 30 de setembro de 2026.
Se você quer viajar enquanto a isenção vale, preparamos um guia com tudo o que precisa saber para planejar sua viagem:
- As principais cidades do país, organizadas do norte ao sul;
- O que ver e fazer em cada uma delas;
- A gastronomia japonesa — um universo à parte;
- Os locais da cultura otaku, nerd e pop que você não vai querer deixar de visitar;
- Informações práticas para a viagem.
Boa leitura!
Quais são as principais cidades do Japão?
O Japão é um arquipélago. São quatro ilhas principais: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu, além de centenas de outras menores. O resultado é um país diverso, que muda de paisagem conforme você avança do norte ao sul. Para ajudar o seu planejamento, vamos apresentar as cidades na ordem geográfica.
1. Sapporo
Sapporo fica em Hokkaido, a ilha mais ao norte do Japão. O clima é rigoroso no inverno, com nevascas que transformam a cidade numa paisagem de cartão-postal. No verão, o calor de outras regiões japonesas não chega na cidade, portanto é mais fresco e agradável.
Quem visita Sapporo também costuma incluir no roteiro:
- Festival da Neve de Sapporo: em fevereiro, é um dos eventos mais impressionantes do país. Esculturas gigantescas de gelo tomam conta do Odori Park.
- Destilaria Nikka Whisky: cerca de uma hora de Sapporo, na cidade de Yoichi, você encontra produtoras de alguns dos melhores whiskies japoneses do mundo.
- Torre de TV: no extremo leste do Odori Park, a torre oferece uma vista inigualável do parque, do rio Toyohira e de vários pontos da cidade.
A gastronomia local merece atenção especial. Sapporo é uma cidade conhecida pelos frutos do mar frescos, como caranguejos, ouriços e ostras. O ramen de missô, uma versão robusta e encorpada com manteiga, foi criado aqui e ganhou o Japão inteiro.
2. Sendai
Sendai é a maior cidade da região de Tohoku, no norte da ilha de Honshu. Conhecida como a Cidade das Árvores (Mori no Miyako) em referência ao plantio de árvores nas casas, templos e santuários ao longo dos séculos, é uma parada antes de ir para o norte do país.
Os lugares que mais valem a pena conhecer em Sendai são:
- Castelo Aoba: erguido em 1601, em um morro com vista panorâmica de toda a cidade, foi parcialmente destruído, mas algumas seções permanecem intactas.
- Santuário Osaki Hachimangu: fundado em 1607, é dedicado a Hachiman, o deus xintoísta da guerra e considerado um guardião e protetor da cidade.
- Matsushima: 30 minutos de Sendai está uma das baías mais belas do país, cobertas de pinheiros, e o passeio de barco entre elas é uma experiência inesquecível.
A cidade também foi cenário de um processo de reconstrução após o terremoto e tsunami de 2011, que também provocaram a explosão na central nuclear de Fukushima.
3. Tokyo
Tóquio é uma das maiores metrópoles do mundo e, ao mesmo tempo, uma das mais organizadas, seguras e funcionais. A cidade tem vários bairros cheios de singularidades e explorar essa diversidade é um dos pontos mais interessantes da viagem.
Vamos falar sobre alguns deles:
- Shinjuku: durante o dia é um importante centro administrativo e comercial, com a estação de trem mais movimentada da cidade, a noite é agitada com restaurantes.
- Shibuya: um bairro moderno, cheio de lojas de departamento e restaurantes badalados, onde está o cruzamento mais movimentado do planeta.
- Asakusa: a rua principal, Nakamise, é cheia de lojas de artesanato e barracas de comida, e leva até o Templo Senso-ji, o templo budista mais antigo do Japão.
- Harajuku: concentra dois mundos paralelos, a Takeshita Street com moda jovem, excêntrica e colorida, de outro o Santuário Meiji, um templo xintoísta.
- Akihabara: o bairro eletrônico, que virou também a capital da cultura otaku, com andares inteiros de lojas dedicadas a animes, mangás, games e colecionáveis.
Tóquio também é famosa pelos mirantes inesquecíveis:
- Tokyo Skytree: com seus 634 metros, oferece dois pontos de observação onde você pode ver o Monte Fuji em manhãs claras e com poucas nuvens.
- Tokyo Tower: ícone da cidade desde 1958, tem 333 metros e um charme nostálgico, com uma vista igualmente deslumbrante da cidade.
4. Nagoia
Nagoya fica no centro do Japão, entre Tokyo e Osaka, e é frequentemente subestimada pelos turistas. A cidade, que é o coração industrial do país e ao mesmo tempo guarda um patrimônio histórico e gastronômico surpreendente, merece uma parada.
Os lugares que merecem uma visita em Nagoya são:
- Castelo de Nagoya: construído no início do Período Edo, em 1603, o castelo foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial e vem sendo reconstruído até hoje.
- Santuário Atsuta: santuário xintoísta que guarda um dos Emblemas Imperiais do Japão, a espada Kusanagi-no-Tsurugi, que infelizmente não está em exposição.
- Toyota Commemorative Museum of Industry and Technology: conta a história da industrialização no país, desde os teares mecanizados até os automóveis modernos.
A gastronomia de Nagoya tem vida própria. O missô, uma pasta composta de soja e sal que passa por fermentação, é mais intenso na região. Logo, entra em pratos como o missô katsu, costeleta de porco com molho, e o missô nikomi udon, um caldo encorpado e saboroso.
5. Kyoto
Kyoto foi a capital imperial do Japão até 1868, quando Tokyo passou a ocupar o posto. Com templos budistas, santuários xintoístas e diversos Patrimônios Mundiais da UNESCO, Kyoto é, sem exagero, a cidade mais rica em patrimônio histórico do país.
Alguns dos destaques da cidade são:
- Templo Kinkaku-ji: conhecido como Pavilhão Dourado, é provavelmente o cartão-postal mais reconhecível do Japão. Chegue cedo para escapar da multidão.
- Fushimi Inari-Taisha: ou Santuário Fushimi, é outro destino famoso. Os portais torii vermelhos se estendem pelo Monte Inari e a subida leva de 2 a 3 horas.
- Distrito de Gion: é o bairro das gueixas. Na Rua Hanamikoji, as chances de cruzar com uma gueixa são reais. Tenha respeito pelo espaço e pela privacidade delas.
- Bambuzal de Arashiyama: é uma caminhada curta entre bambus que chegam a 30 metros. A área ao redor também tem templos, monumentos e mansões históricas.
- Nishiki Market: é o mercado gastronômico coberto no centro de Kyoto, uma rua apertada com mais de 100 barracas que vendem desde tofu fresco até sakes raros.
6. Kobe
Kobe está na costa, numa posição que sempre favoreceu o comércio e a abertura ao mundo. Foi um dos primeiros portos japoneses de onde partiram os imigrantes. Em junho de 1908, o navio Kasato Maru atracou em Santos com 781 pessoas que se estabeleceram no estado de São Paulo.
No seu planejamento de viagem coloque:
- Kitano: na região você pode conhecer as ijinkan, casas onde estrangeiros viviam no final da era Meiji, que foram preservadas e muitas estão abertas ao público.
- Meriken Park: à beira do porto, tem uma série de atrações, como a Torre Porto de Kobe, o Museu Marítimo de Kobe e o Museu Kawasaki Good Times.
- Harborland: é uma área de compras e restaurantes agradável para caminhar à noite e o Museu da Criança Kobe Anpanman, dedicado ao famoso anime.
Mas o maior atrativo de Kobe para muitos viajantes é gastronômico: o wagyu. A carne bovina da região é considerada uma das mais saborosas do mundo. Os animais são criados com métodos especiais para que a carne tenha marmoreio excepcional.
Comer um wagyu em Kobe é uma experiência que os nossos viajantes invariavelmente apontam como um dos momentos mais marcantes da viagem, seja nos mercados de rua ou nos restaurantes.
7. Osaka
Osaka tem uma fama merecida. É a terceira maior cidade do Japão em população, mas conhecida pela gastronomia, vida noturna e opções de entretenimento, cheias de humor.
Dotonbori é o ponto central da cidade. Na Shinsaibashi-suji, rua à beira do canal, você encontra letreiros luminosos, comidas locais, música ao vivo e turistas de todo o mundo.
O takoyaki, bolinhos recheados com polvo, e o okonomiyaki, panqueca salgada com recheios variados, são os pratos símbolo da cidade. Nossa sugestão é experimentar nas barracas de rua e provar os molhos, assim vai ter uma experiência mais autêntica.
Além de Dotonbori, outros pontos turísticos são:
- Castelo de Osaka: é um dos mais visitados do Japão, especialmente porque os jardins ao redor são um dos melhores pontos para ver a floração das cerejeiras.
- Universal Studios Japan: é uma parada especial para crianças. O Super Nintendo World, área temática inspirada nos games da Nintendo, é imperdível.
- Shinsekai: um bairro cheio de charme nostálgico e autêntico, com restaurantes tradicionais, lojas antigas e a Torre Tsutenkaku ao fundo.
8. Hiroshima
Hiroshima é um destino tocante. A cidade foi destruída pela primeira bomba atômica da história em agosto de 1945 e a reconstrução começou em 1949. No mesmo ano, foi proclamada como a Cidade da Paz pelo parlamento japonês e segue sendo um símbolo de recomeços.
Caso você planeje rotas com foco na Segunda Guerra Mundial, sugerimos:
- Parque Memorial da Paz: reúne monumentos, como o Memorial dos Filhos da Bomba Atômica e o Museu do Memorial da Paz, cujo interior é impactante.
- Genbaku Dome: é a estrutura que ficou de pé após a explosão da bomba e foi preservada intencionalmente como Patrimônio Mundial da UNESCO.
Mas Hiroshima é também uma cidade viva, que hoje tem bastante a oferecer além da memória trágica dos anos da guerra. Outros locais que você pode visitar são:
- Castelo de Hiroshima: reconstruído em 1958, tem um museu dedicado à história da cidade antes da guerra, recordando o período Sengoku, Tokugawa e imperial.
- Hondori: centro comercial e gastronômico, é o local ideal para fazer compras, comer pratos regionais e se entreter nos karaokês, arcades e purikura, cabines de fotos.
A grande maioria dos visitantes combina Hiroshima com uma visita à Miyajima, a apenas 25 minutos de balsa. O grande torii laranja que fica dentro d’água durante a maré alta é um dos cenários mais icônicos do Japão. Na ilha também fica o Santuário Itsukushima, Patrimônio Mundial da UNESCO.
O prato típico de Hiroshima é o okonomiyaki à moda local. É parecido com o de Osaka, mas aqui os ingredientes são empilhados em camadas (macarrão, repolho, ovo) e servidos numa chapa quente na sua frente. É delicioso e o ritual de preparo já é parte da experiência.
9. Fukuoka
Fukuoka é a maior cidade de Kyushu e uma das mais dinâmicas do Japão. Tem um aeroporto moderno, excelente conexão de trens e uma vida própria que faz dela uma das cidades mais procuradas por viajantes.
O que você pode acrescentar no seu plano de viagem:
- Castelo de Fukuoka: dentro do Parque Maizuru, as ruínas do castelo são muito bem conservadas e o parque é um dos mais bonitos da cidade em qualquer estação.
- Dazaifu: a cerca de 40 minutos do centro de Fukuoka, abriga o Santuário Tenmangu, dedicado ao deus do aprendizado, cercado por jardins e lagos.
- Canal City Hakata: é um complexo comercial e de entretenimento com design futurista que surpreende pelo tamanho e modernidade.
Na gastronomia, o ramen de Fukuoka, o famoso Hakata ramen, tem um caldo de porco cremoso e intenso chamado tonkotsu. Este preparo é único no Japão e a tradição é pedir novas porções de macarrão ao terminar de comer para aproveitar o caldo até o fim.
Outra iguaria local é o umegae mochi, um bolinho de arroz glutinoso e não glutinoso, recheado com pasta de feijão azuki, vendido nas lojas de Dazaifu, província de Fukuoka.
10. Nagasaki
Nagasaki foi o único porto autorizado a receber comerciantes estrangeiros durante o período de isolamento do país, nos séculos XVII ao XIX. Consequentemente, tem uma identidade multicultural com influência portuguesa, holandesa e chinesa que ainda é visível.
Nesta cidade tão cosmopolita, é interessante visitar:
- Parque Memorial da Paz de Nagasaki: lembra a segunda explosão atômica em agosto de 1945. O Museu da Bomba Atômica de Nagasaki é igualmente impactante.
- Glover Garden: um complexo de casas europeias do século XIX construídas por comerciantes estrangeiros num morro com vista para a baía.
- Casa de Thomas Blake Glover: o primeiro escocês a ser condecorado com a Ordem do Sol Nascente, é a principal atração do Glover Garden.
- Dejima: ilha artificial construída para isolar os comerciantes holandeses durante o período de isolamento japonês, foi restaurada e funciona hoje como um museu.
- Chinatown: é um dos mais antigos de Nagasaki e abriga o Lantern Festival, celebrado durante o Ano Novo Chinês.
Na hora do jantar, peça o champon, um macarrão com frutos do mar e legumes num caldo suave. É o prato símbolo de Nagasaki e deve muito à influência da culinária chinesa.
Onde estão os lugares dos otakus, nerds e fãs de j-pop?
Se você cresceu com animes na televisão, como Dragon Ball e Doraemon, jogando Super Mario, colecionando cards de Pokémon ou lendo mangás, então uma parte do Japão já morava em você antes de você pisar no aeroporto de Tokyo.
Os viajantes que são otakus, termo que virou sinônimo de fã de animes e mangás, podem ter uma vantagem com planejamentos personalizados. Nossos agentes de viagem planejam o roteiro que vão incluir:
- Lojas de itens colecionáveis e roupas;
- Cafés e restaurantes temáticos;
- Museus dedicados a obras de criadores;
- Parques de diversão indoor e ao ar livre;
- Locais que aparecem em mangás e animes.
Explorar esse universo é uma das experiências mais divertidas que o Japão tem a oferecer. Alguns dos que sugerimos para os viajantes da Leroy Viagens são:
Akihabara
Akihabara, em Tóquio, foi por décadas o bairro dos eletrônicos e das peças de computador. Hoje é também, e talvez principalmente, o centro mundial da cultura otaku. Os prédios têm vários andares dedicados exclusivamente a animes, mangás, games, figures e colecionáveis de todo tipo imaginável.
Lojas como a Yodobashi Camera e a Akihabara Radio Center vendem eletrônicos de última geração e peças raras. As lojas de figures, estatuetas de personagens em escala, têm coleções que impressionam qualquer um, mesmo quem nunca assistiu ao anime correspondente. Sebos de mangá com edições raríssimas estão espalhados por toda a área.
Os maid cafés são uma experiência à parte: restaurantes temáticos em que as atendentes usam fantasias de criadas e interagem com os clientes de acordo com um roteiro lúdico. Pode parecer estranho numa descrição, mas é genuinamente divertido.
Harajuku
Harajuku é o bairro onde a auto expressão não tem limite. A Takeshita Street concentra lojas de moda jovem, excêntrica e colorida, como lolita fashion, visual kei e streetwear japonês. É um dos locais mais fotografados de Tóquio por quem está descobrindo a cultura pop local. Aos domingos, é possível encontrar jovens em cosplay completo, o que transforma a rua num desfile espontâneo.
O cosplay, a prática de se fantasiar de personagens de animes, games ou filmes, é levado muito a sério no Japão. Existem eventos e convenções ao longo do ano todo. O Tokyo Comic Market, conhecido como Comiket, é a maior feira de cultura pop do mundo, com centenas de milhares de visitantes. Se a data coincidir com sua viagem, vale incluir.
Museu Ghibli
O Museu Ghibli, em Mitaka, a cerca de 30 minutos de Shinjuku, é dedicado ao universo criativo do Studio Ghibli, a produtora responsável por filmes como Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado e Princesa Mononoke.
O museu foi projetado pelo próprio Hayao Miyazaki e tem uma arquitetura que parece saída de seus filmes: corredores labirínticos, vitrais coloridos, uma sala de cinema exclusiva que exibe curtas inéditos e o famoso gato-ônibus do tamanho real de Totoro. Para crianças, é mágico. Para adultos que cresceram com esses filmes, é emocionante.
Mas atenção! Os ingressos para o Museu Ghibli precisam ser comprados com meses de antecedência e com uma data e horário específicos e não existe entrada livre. Quando organizamos roteiros para o Japão, incluímos a compra dos ingressos no processo de planejamento para garantir que nenhum fã de Ghibli fique de fora.
Super Nintendo World
No Universal Studios Japan, em Osaka, o Super Nintendo World é uma área temática que merece uma viagem só por ela. Você literalmente entra num videogame: o cenário é o Mushroom Kingdom, do jogo Super Mario Bros.
No parque, os blocos de ponto de interrogação podem ser atingidos e respondem com luzes e sons, e com uma pulseira você pode participar de atividades em todo o parque.
A área dedicada a Donkey Kong, inaugurada mais recentemente, é igualmente imersiva.
Pokemon Center
O Japão tem Pokémon Centers espalhados pelas principais cidades. São lojas oficiais da franquia que vendem pelúcias, roupas, cards, acessórios e produtos exclusivos que não chegam ao Brasil.
A loja do Shibuya Parco em Tóquio é uma das maiores e mais completas. Para quem cresceu jogando Pokémon Red e Blue no Game Boy, entrar num Pokémon Center adulto é uma viagem no tempo.
Para os colecionadores de cards, os produtos exclusivos do mercado japonês, como edições especiais e booster packs que nunca chegam ao Brasil estão disponíveis tanto nas lojas oficiais quanto nos sebos e lojas de segunda mão de Akihabara.
O que provar da gastronomia japonesa?
Falar do Japão sem falar de comida é contar só metade da história. O Washoku, cozinha tradicional japonesa, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2013.
Mais do que ingredientes e técnicas, o que torna a gastronomia japonesa uma paixão pelo mundo são os tratamentos dados aos ingredientes, a valorização da estação e a busca pela consistência de sabor, apresentação e textura.
O Japão também ocupa um espaço especial no Guia Michelin. Tokyo tem mais restaurantes estrelados (158) do que Paris (137). Porém a beleza da gastronomia japonesa está tanto no volume de restaurantes premiados, quanto nas barracas de rua e pequenos izakayas.
Sushi e sashimi
Arroz, peixe fresco, guarnição e condimentos. No Japão, a gastronomia de alto padrão é servida diretamente por chef que treinou durante anos os processos de preparo do sushi. O omakase, menu em que você saboreia as escolhas do chef, é uma das experiências gastronômicas mais interessantes, porque você vai provar novos sabores.
Ramen
É impossível falar de ramen no singular porque cada região do Japão tem sua versão. O shoyu ramen de Tokyo, o missô ramen de Sapporo e o tonkotsu de Fukuoka possuem uma base parecida: macarrão e caldo. Mas cada um deles tem um sabor único devido aos ingredientes usados no preparo. Provar um, com certeza, não é provar todos.
Tempura
Frutos do mar e legumes, cobertos por uma massa crocante em uma fritura leve. Uma das origens do prato teria sido os portugueses no século XVI, que não consumiam carnes durante o período da Páscoa. É servido tanto em restaurantes, como em mercados de rua.
Yakitori
Espetinhos de carne, frango e vegetais grelhados em brasa são um dos programas noturnos mais queridos do Japão. O ambiente dos restaurantes de yakitori, geralmente pequenos e cheios de fumaça, é uma experiência autenticamente japonesa.
Kaiseki
O kaiseki é uma refeição em sequência, onde os pratos celebram a estação, os ingredientes locais e a técnica refinada. A origem é do desenvolvimento da cerimônia chá, portanto é uma refeição que mostra a evolução da gastronomia japonesa ao longo dos anos.
Um jantar kaiseki tradicional de Kyoto preparado integralmente por um chef que estudou a arte do kaiseki é especial, portanto, se tiver a oportunidade, não deixe passar.
Matcha
A cerimônia do chá japonesa é uma prática cultural que envolve preparo, apresentação e presença. O matcha, chá verde em pó, é o protagonista e está também em sorvetes, bolos, mochis e chocolates vendidos em todo o país.
Onde comer no Japão?
A excelência gastronômica japonesa não exige ambientes formais, entretanto existem locais apropriados para a refeição que você deseja ter.
- Lojas de conveniência
As lojas de conveniência como 7-Eleven têm sanduíches, onigiri, ramen instantâneo e sobremesas que são boas para um lanche no caminho entre duas atrações. Também são excelentes para comprar balas, snacks e bebidas ao longo da viagem.
- Mercados cobertos
Os mercados cobertos, são os melhores lugares para experimentar ingredientes frescos, petiscos locais e produtos artesanais. Várias barracas estão no mesmo local há décadas e servem pratos famosos que atraem tanto os japoneses como os turistas.
- Restaurantes estrelados
Para uma experiência de alto padrão, uma reserva com antecedência é essencial. Muitos dos restaurantes mais condecorados do Japão têm lista de espera de meses — e alguns exigem indicação ou contato por intermediário.
Quando planejamos a viagem dos nossos clientes, cuidamos dessas reservas como parte do roteiro. Inclusive o agendamento de refeições tradicionais, como o jantar com kaiseki.
O que mais preciso saber antes de viajar?
Quais documentos devo levar na minha viagem para o Japão?
Brasileiros estão isentos de visto para estadias de até 90 dias. A isenção é válida até 30 de setembro de 2026. É necessário ter passaporte válido, comprovante de hospedagem e passagem de volta.
Sempre recomendamos também um seguro de viagem com boa cobertura médica. Assim, você viaja com a segurança de atendimento em caso de emergências.
Qual é a moeda local?
A moeda é o iene japonês (JPY). Apesar do uso crescente dos cartões, o Japão ainda é um país com forte cultura do dinheiro em espécie. Muitos templos, restaurantes pequenos e transporte local aceitam apenas dinheiro. Saque ienes nos caixas eletrônicos do Japan Post Bank ou do 7-Eleven, que costumam aceitar cartões internacionais e leve consigo.
Como usar o transporte público no Japão?
O sistema de transporte japonês é eficiente, pontual e cobre praticamente todo o país. O Japan Rail Pass, um passe que dá acesso à rede de trens da JR, incluindo os shinkansen (trens-bala), é altamente recomendado para quem vai visitar mais de uma cidade.
Dentro das cidades, o metrô é a opção mais prática. O IC Card, um cartão recarregável que funciona no metrô, ônibus e em muitas lojas, ajuda muito no dia a dia. Os principais são o Suica (Tóquio) e o Icoca (Osaka/Kyoto), mas ambos funcionam na maior parte do país.
Qual é a melhor época para conhecer o Japão?
O Japão tem algo especial em cada estação, e a escolha da época depende do que você quer viver:
- Primavera (março a maio)
Na época das sakuras, as flores de cerejeira. Parques e ruas ficam cobertos de rosa e branco, e o Hanami, o costume de fazer piqueniques sob as cerejeiras, é uma das experiências mais delicadas e bonitas do país. É também o período mais disputado.
- Verão (junho a agosto)
A maioria dos festivais acontece nessa época, incluindo os Matsuri com fogos de artifício. O calor e a umidade são intensos, especialmente em julho e agosto. É uma época interessante para quem também quer conhecer as praias japonesas.
- Outono (setembro a novembro)
As folhagens do momiji, em tons de vermelho, laranja e amarelo, transformam jardins e montanhas. É considerado por muitos o período mais bonito do ano. Como é uma época fria e de baixa temporada, vale a pena considerar.
- Inverno (dezembro a fevereiro)
Ideal para onsens, neve em Hokkaido e a quietude dos templos sem as multidões de alta temporada. O Festival da Neve de Sapporo acontece em fevereiro, entretanto a neve pode ser um impeditivo para várias outras atividades.
Como me comunicar no Japão?
O japonês é o idioma oficial e a familiaridade com o inglês, fora das áreas turísticas, é limitada. Aprender algumas expressões básicas em japonês (arigatou gozaimasu para obrigado, sumimasen para com licença) é sempre bem recebido e é considerado uma demonstração de respeito pela cultura e população local, especialmente os idosos.
Aplicativos de tradução com câmera, que traduzem textos fotografados em tempo real, são ferramentas indispensáveis. O Google Translate com a função de câmera funciona bem.
Vamos planejar a sua viagem ao Japão?
O Japão é um destino que exige planejamento cuidadoso: ingressos com compra antecipada obrigatória, Japan Rail Pass comprado antes de embarcar, reservas em restaurantes de alto padrão feitas com meses de antecedência e um roteiro que equilibre cidades, ritmo e interesses pessoais.
Aqui na Leroy Viagens, cuidamos de todos esses detalhes para que você chegue ao Japão com tudo resolvido e possa se dedicar inteiramente à experiência. Passagens, hospedagens, transfers, ingressos, reservas em restaurantes, roteiro day-by-day. Tudo o que for necessário para que essa viagem seja exatamente o que você imagina, ou melhor.
Clique no botão abaixo e vamos começar a planejar.