Viagem para a China: Guia Completo para 2027

A China é o Zhōngguó, o Império do Meio. Ela ocupa quase todo o leste da Ásia e reúne uma variedade de paisagens naturais e urbanas que fascinam por sua grandeza. Entre uma cidade e outra, a inovação dos trens velozes cruza em poucas horas grandes extensões, e os navios que cortam os rios mantêm viva uma herança de tempos remotos.

Publicamos nosso primeiro texto sobre a China em 2019. De lá para cá, o país mudou bastante, especialmente o setor de turismo. Portanto, reescrevemos este guia com as novas informações que você precisa saber antes de fechar as suas malas.

Neste guia completo, você encontrará:

  • Para quem sugerimos uma viagem para a China;
  • O que você precisa saber antes de embarcar;
  • Como se deslocar entre as regiões e cidades;
  • As dez cidades que mais indicamos e o que fazer;
  • Como combinar essas cidades em um roteiro;
  • Qual é a melhor época para viajar.

Boa leitura!

Para quem sugerimos a viagem para a China

Sugerimos a China para uma variedade ampla de viajantes.

  • Viajantes interessados em temas de história

A Cidade Proibida, a Grande Muralha e os Guerreiros de Terracota estão entre os sítios arqueológicos mais importantes do mundo, e visitá-los com um guia particular, em trechos menos movimentados, é uma experiência que torna a viagem mais empolgante.

  • Viajantes que adoram provar novos sabores

O país também agrada muito a quem viaja pela gastronomia. A cozinha chinesa tem pelo menos oito tradições regionais reconhecidas. Shanghai, Hong Kong, Macau e Beijing têm guias Michelin próprios, com restaurantes estrelados e selecionados por sua excelência.

  • Viajantes aventureiros que amam a natureza

A natureza da China merece um destaque. Os parques nacionais colecionam paisagens com montanhas, bosques, rios e cachoeiras. Cada um tem atrações próprias, como o Buda Gigante de Leshan, esculpido na rocha à beira de três rios, e a ponte de vidro do Grand Canyon de Zhangjiajie.

  • Viajantes que já conhecem outros países da Ásia

Para quem já conhece o Japão e a Coreia do Sul, a China costuma ser o próximo passo natural na Ásia. Ela pede um pouco mais de preparação, principalmente com aplicativos e pagamentos, mas recompensa com a riqueza de paisagens.

O que você precisa saber antes de viajar para a China

Lanternas chinesas vermelhas com detalhes dourados, acesas à noite.

Visto

Desde 2025, brasileiros com passaporte comum podem entrar na China continental sem visto e ficar até 30 dias por entrada, para turismo, negócios, visitas pessoais, intercâmbio ou trânsito. Em maio de 2026, Brasil e China passaram a aplicar a isenção mútua.

Há um ponto de atenção para quem planeja viajar em 2027. A isenção está válida até 31 de dezembro de 2026 e, para 2027, ainda não temos a informação de que ela será prorrogada. A Leroy Viagens está acompanhando o tema e vai prestar suporte aos viajantes no processo de visto, caso seja necessário.

Hong Kong e Macau têm regras próprias de imigração. Detentores do passaporte brasileiro entram sem visto e podem ficar até 90 dias em cada um.

Moeda

A moeda oficial é o yuan chinês (CNY), também chamado de renminbi (RMB). No dia a dia, os chineses falam kuai. Hong Kong usa o dólar de Hong Kong (HKD), e Macau, a pataca (MOP), embora o dólar de Hong Kong seja aceito em quase todo lugar por lá.

Pagamentos

A China é hoje um dos países que menos usam dinheiro em espécie no mundo. Quase tudo se paga com QR Code pelo Alipay ou pelo WeChat Pay, inclusive táxi, metrô, ingressos e barracas de comida. Os dois aplicativos aceitam cartões internacionais Visa e Mastercard e pedem cadastro com foto do passaporte e reconhecimento facial.

No Alipay, pagamentos de até 200 yuans com cartão estrangeiro não têm taxa. Acima desse valor, há uma cobrança de 3% por transação. Em hotéis, restaurantes e lojas de grife, o cartão de crédito internacional funciona normalmente e costuma ser a melhor opção para valores maiores.

Nossa recomendação:

  • Instale e cadastre o Alipay e o WeChat ainda no Brasil, e faça uma compra para testar;

  • Leve dois cartões de bandeiras diferentes, idealmente um Visa e um Mastercard, e avise seus bancos sobre a viagem para assegurar que não terá bloqueios ao pagar;

  • Tenha entre 300 e 600 yuans em espécie para pequenas despesas e cidades menores. Os caixas eletrônicos do Bank of China costumam aceitar cartões estrangeiros, e o câmbio nos bancos da cidade é mais vantajoso de forma geral.

Internet

Na China continental, Google, WhatsApp, Instagram e boa parte dos serviços ocidentais são bloqueados. O Wi-Fi dos hotéis está sempre disponível, mas segue essas restrições.

A solução mais simples é comprar um eSIM internacional antes de embarcar e ativá-lo na chegada. Como os dados passam por fora da rede chinesa, WhatsApp e Google Maps funcionam normalmente. Confira se o seu celular aceita eSIM antes de comprar.

Em Hong Kong e Macau não há bloqueios, e o roaming funciona normalmente.

Antes da viagem, recomendamos deixar instalados:

  • WeChat: o aplicativo de mensagens que hotéis, guias e motoristas usam no dia a dia. 
  • Alipay: além dos pagamentos, gera o QR Code do metrô e dá acesso ao DiDi;
  • DiDi: o aplicativo de transporte mais usado no país, com interface em inglês;
  • Google Tradutor ou Pleco: o primeiro traduz placas e cardápios pela câmera e funciona offline; o segundo é um dicionário de mandarim completo usado pelos locais;
  • Amap ou Apple Maps: mapas que funcionam bem dentro da China.

Tomadas

As tomadas mais comuns na China continental são dos tipos A, C e I, com 220 V. Hong Kong e Macau usam principalmente o tipo G, de três pinos retangulares. Vale a pena levar um adaptador universal e um power bank para garantir que seus eletrônicos tenham carga.

Idiomas

O idioma oficial da China é o mandarim. Em Hong Kong e Macau, fala-se cantonês, e Macau ainda mantém o português como um idioma oficial, presente em placas e nomes de ruas. Nos hotéis de luxo e nas áreas turísticas das grandes cidades, a equipe fala inglês, mas, fora delas, é raro encontrar quem fale.

Fuso

A China inteira segue um único fuso, GMT+8. São 11 horas a mais em relação a Brasília.

Saúde

A China pode exigir o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela de quem chega de países com risco de transmissão. Leve uma declaração da Anvisa junto com o passaporte para evitar questionamentos e, até mesmo, problemas na imigração.

Leve os medicamentos de uso contínuo em quantidade suficiente para toda a viagem, com a receita. Também recomendamos fazer uso de água mineral por segurança.

Segurança

A China é um país seguro para turistas, com policiamento ostensivo e câmeras em toda parte. Os cuidados são os de qualquer grande cidade: atenção com a bolsa em lugares cheios e desconfiança de convites insistentes para casas de chá ou galerias de arte, um golpe conhecido nas regiões turísticas de Beijing e Shanghai.

Como se deslocar pela China

Avião da Shenzhen Airlines em voo, com o trem de pouso abaixado, contra o céu azul.

Trens de alta velocidade

A China tem a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, com transportes que chegam a 350 km/h. Para a maioria dos trechos deste guia, o trem é mais prático que o avião: as estações ficam mais perto do centro e o embarque é mais rápido.

Alguns tempos de viagem para referência:

  • Beijing a Shanghai: 4h30;
  • Beijing a Xi’an: 4h30;
  • Shanghai a Suzhou: 25 minutos;
  • Chengdu a Chongqing: 1h;
  • Shenzhen a Hong Kong: 15 minutos.

O sistema é praticamente todo digital, e o passaporte funciona como bilhete. Para nossos viajantes, reservamos sempre a Business Class, a categoria com os assentos mais confortáveis, serviço de bordo e sala de espera exclusiva em boa parte das estações.

Outra recomendação da Leroy Viagens é chegar com pelo menos 45 minutos de antecedência, porque há controle de segurança e de documentos antes da plataforma.

Voos domésticos

Para trechos mais longos, como Beijing a Chengdu ou Shanghai a Zhangjiajie, o avião economiza tempo. As companhias chinesas, como Air China, China Eastern e China Southern, oferecem classe executiva nas rotas principais. Atrasos são comuns, então evitamos encaixar voos domésticos em roteiros com compromissos marcados.

Metrô

Os metrôs de Beijing, Shanghai, Shenzhen e Hong Kong são organizados, sinalizados em inglês e eficientes. Na China continental, o acesso é feito pelo QR Code gerado no Alipay, na opção “Transport”; em Hong Kong, use o cartão Octopus. Outra opção é o app Carteira do iPhone, no qual você pode comprar os cartões de transporte e usá-los diretamente.

Táxi

Táxis são baratos e fáceis de encontrar, e o DiDi resolve bem os trajetos curtos. Como poucos motoristas falam inglês, tenha o endereço do hotel escrito em chinês no celular.

Transfer

Nos nossos roteiros, gostamos de oferecer carros com motoristas que falam inglês nos traslados para atrações e nos que exigem transporte de bagagem, o que poupa tempo e evita qualquer desencontro. As opções são variadas e podem também incluir a presença de um guia local para dar mais informações sobre restaurantes e lojas.

Quais cidades incluir na viagem para a China

Selecionamos dez cidades que sugerimos para os viajantes. Elas estão organizadas por região, do norte para o sul, para ajudar na montagem do roteiro. É cansativo incluir todas em uma única viagem, por isso, no fim do guia, mostramos como costumamos combiná-las.

1. Beijing

Salão da Oração pelas Boas Colheitas, no Templo do Céu, em Beijing, com telhado azul de três níveis sobre terraços de mármore branco.

A capital da China é o ponto de partida da maioria das viagens que organizamos. Foi sede do poder imperial por quase seis séculos, e boa parte das construções do passado permanece de pé, a poucos quilômetros dos bairros modernos de Chaoyang.

  • Cidade Proibida

O antigo palácio dos imperadores Ming e Qing ficou fechado ao público por cerca de 500 anos. Hoje, os ingressos são vendidos apenas com reserva antecipada e passaporte, com limite diário de visitantes, e o palácio fecha às segundas-feiras. Reserve uma manhã inteira e entre pelo Portão Meridiano, ao sul, para chegar até o Jardim Imperial.

  • Templo do Céu

Construído em 1420, era onde o imperador rezava por boas colheitas e para agradecer pela fartura dos campos. O parque ao redor fica cheio de moradores logo cedo, dançando ou jogando cartas, e praticantes de tai chi. A recomendação é chegar antes das 8h para ver essa cena completa e ter uma experiência que seja genuinamente regional.

  • Palácio de Verão

O Yiheyuan foi o refúgio da corte imperial e fica às margens do Lago Kunming. O conjunto reúne alas, pontes e o Longo Corredor, uma galeria coberta de 728 metros com pinturas no teto. Um passeio de barco pelo lago ao entardecer é um complemento incrível para esta atração.

  • Grande Muralha

Somando todos os trechos construídos desde 700 a.C., a muralha se estende por mais de 21.000 quilômetros, segundo um levantamento oficial de 2012. Os trechos que recomendamos são Badaling e Mutianyu. O segundo é a preferência pessoal da Leroy Viagens pela proximidade com Beijing (cerca de 1h30), trechos restaurados e teleférico. Outro ponto é o menor volume de turistas em relação a Badaling.

  • Gastronomia

Os hutongs são as vielas residenciais tradicionais da cidade, e percorrê-los de riquixá ou a pé com um guia mostra como os moradores ainda vivem em casas de pátio. À noite, o pato laqueado servido em fatias finas, com panquecas, pepino e cebolinha, é obrigatório.

2. Xi'an

Fileiras de Guerreiros de Terracota com armaduras e penteados detalhados, em um fosso de escavação em Xi’an.

Xi’an foi capital da China ao longo de 13 dinastias chinesas, de 1046 a.C. até 904 d.C., com o nome de Chang’an. Era o ponto de início da Rota da Seda. É uma cidade para quem gosta de história e merece pelo menos duas noites para explorar a região com calma.

  • Guerreiros de Terracota

Em 1974, camponeses que cavavam um poço encontraram fragmentos do exército de terracota enterrado com o primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, há mais de 2.200 anos. As escavações continuam, e os arqueólogos estimam cerca de 8.000 figuras, cada uma com rosto e penteado diferentes. Com um guia a visita ganha outra dimensão, porque ele esclarece o que ainda está sendo desenterrado e estudado pelos chineses.

  • Muralha da Cidade

Xi’an conserva a muralha Ming mais completa da China, com cerca de 14 quilômetros de perímetro. Dá para percorrê-la inteira alugando uma bicicleta (individual ou dupla) ao entardecer e ter uma visão panorâmica da cidade e das luzes que se acendem.

  • Grande Pagode do Ganso Selvagem

O pagode foi construído em 652 d.C. para guardar textos budistas trazidos da Índia. Fica em uma praça movimentada, com uma fonte que realiza shows de água, luzes e música.

  • Bairro Muçulmano

Já o Bairro Muçulmano, com suas barracas de comida, é o lugar para provar o roujiamo, um sanduíche de carne desfiada, e o macarrão biangbiang, largo e puxado à mão.

3. Shanghai

Skyline de Pudong, em Shanghai, com a Torre Pérola Oriental e a Torre de Shanghai refletidas no Rio Huangpu ao nascer do sol.

Shanghai é a maior cidade da China e a mais cosmopolita. A melhor forma de entendê-la é começar pelo Bund, o calçadão à beira do Rio Huangpu com prédios art déco dos anos 1920 e 1930. Entretanto, outros locais merecem um lugar no trajeto programado.

  • Antiga Concessão Francesa

Ruas arborizadas com plátanos, casarões de época, cafeterias e lojas de designers locais. A Wukang Road e os arredores são excelentes para caminhar em uma tarde.

  • Jardim Yuyuan

O jardim clássico da dinastia Ming foi construído entre 1559 e 1577. Atualmente fica em um grande bazar, com lojas que vendem produtos para turistas, o que deixa o preço um pouco mais elevado. Entretanto, vale andar pelas ruelas e se encantar por este cenário.

  • Templo do Buda de Jade

Este é o templo budista mais importante de Shanghai. Construído em 1882, o templo guarda duas estátuas de Buda esculpidas em jade branco, trazidas de Myanmar no século XIX. É um local de adoração ainda em uso, com monges e voluntários por todo o complexo. Como forma de respeito, use roupas modestas, retire os sapatos e mantenha o silêncio.

  • Gastronomia

No dia a dia, os xiaolongbao, bolinhos de massa recheados com caldo e cozidos no vapor, são o grande destaque dos restaurantes locais. Ao mesmo tempo, os 48 restaurantes estrelados do Guia Michelin estão reinventando a gastronomia chinesa com elegância.

4. Suzhou

Barqueiro conduzindo um barco por um canal de Suzhou, com ponte de pedra em arco, lanternas vermelhas nas árvores e casas tradicionais às margens.

A 25 minutos de trem de Shanghai, Suzhou é famosa pelos nove jardins reconhecidos como Patrimônio Mundial da Unesco, pela rede de canais alimentada pelo Grande Canal e pelas pontes de pedra tradicionais. Essa configuração rendeu à cidade o apelido de “Veneza do Oriente”.

  • Jardins Clássicos de Suzhou

O Jardim do Administrador Humilde é o maior e mais famoso, com lagos, pavilhões e pontes em zigue-zague. O Jardim do Mestre das Redes é bem menor e mais reservado, e vários viajantes acabam trocando um pelo outro. Nas noites de verão, o Jardim do Mestre das Redes recebe apresentações de ópera Kunqu, um clássico chinês.

  • Museu de Suzhou

O museu foi projetado por Ieoh Ming Pei, o mesmo arquiteto da pirâmide do Louvre, que passou parte da infância na cidade. O prédio reinterpreta os jardins e as casas brancas de telhado cinza da região. O acervo é extenso e abriga itens que vão do período Paleolítico e da Dinastia Song (960 até 1279 d.C.) às dinastias Ming (1368 até 1644 d.C.) e Qing (1644 até 1912 d.C.).

  • Pingjiang Road

A rua acompanha um canal antigo e concentra casas de chá. Suzhou é um centro histórico da seda e visitar um ateliê de bordado tradicional mostra como uma única peça pode levar meses até ser concluída. É um espetáculo de arte, com cores vivas e detalhes primorosos.

5. Chengdu

Ponte Anshun iluminada à noite sobre o Rio Jin, em Chengdu, com pavilhões tradicionais e arranha-céus ao fundo.

Capital da província de Sichuan, Chengdu tem um ritmo mais lento que o de Beijing e Shanghai, e os chineses dizem que é a cidade onde se sabe viver bem. Foi reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia em 2010 e mereceu o prêmio.

  • Lar dos Pandas

A Base de Pesquisa da Criação de Pandas Gigantes de Chengdu é o motivo de muitos viajantes incluírem a cidade no roteiro. Os pandas ficam mais ativos logo cedo, na hora da refeição, então o ideal é chegar na abertura, por volta das 7h30, para se encantar com eles.

  • Casas de Chá

O Parque do Povo, originalmente chamado de Parque Shaocheng, foi construído em 1911. Repleto de casas de chá à beira do lago, é onde os moradores locais se sentam para tomar chá de jasmim e jogar mahjong. Uma atração pitoresca são os limpadores de ouvido profissionais circulando entre as mesas e oferecendo seus serviços.

  • Ópera de Sichuan

A Ópera de Sichuan é uma das formas de teatro mais antigas da China, com mais de 300 anos de existência. No bian lian, a troca de máscaras, os artistas mudam de rosto em frações de segundo, uma técnica surpreendente e guardada em segredo há gerações.

  • Buda Gigante de Leshan

A cerca de uma hora de trem, a estátua de 71 metros foi esculpida na rocha à beira de três rios, em 713 d.C. É um dos bate-voltas que mais sugerimos a partir de Chengdu, por ser uma atração deveras impressionante pelo local e dimensão da construção.

6. Chongqing

Fachada de Hongyadong iluminada ao anoitecer, com construções tradicionais de madeira, lanternas vermelhas e prédios modernos ao fundo, em Chongqing.

Chongqing ainda é pouco conhecida e costuma ser a cidade que os viajantes mais comentam quando retornam. Construída sobre morros, tem ruas em vários níveis, a ponto de o térreo de uma construção ficar na altura do 20º andar do vizinho. É curioso.

  • Hongyadong

Um conjunto de construções sobre palafitas, inspirado nas diaojiaolou, as casas tradicionais apoiadas em estacas da região, que desce a encosta até a margem do Rio Jialing, perto do encontro com o Yangtzé. À noite, com tudo iluminado, é a imagem mais fotografada da cidade, e a melhor vista é a da Ponte Qiansimen.

  • Monotrilho de Liziba e Teleférico do Yangtzé

Na estação Liziba, da Linha 2, o trem atravessa um edifício residencial por dentro. O teleférico, em funcionamento desde 1987, cruza o Yangtzé e oferece uma vista única.

  • Cruzeiros pelo Yangtzé e Dazu

A cidade é o ponto de partida dos cruzeiros pelas Três Gargantas, com três ou quatro noites a bordo. As Esculturas Rupestres de Dazu, Patrimônio Mundial da Unesco, formam um conjunto extraordinário de estátuas e são um dos pontos altos da região.

  • Gastronomia

Chongqing é a terra do hot pot apimentado, cozido num caldo repleto de pimenta de Sichuan, que deixa a boca levemente dormente. Os restaurantes servem também versões com caldo suave, e costumamos indicar casas que oferecem as duas opções.

7. Zhangjiajie

Pilares de arenito cobertos de vegetação sob a luz do sol no Parque Florestal Nacional de Zhangjiajie.

As montanhas de Zhangjiajie, na província de Hunan, são pilares de arenito que sobem verticalmente em meio à vegetação e à neblina. A paisagem inspirou as montanhas flutuantes do filme Avatar, e a área é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1992.

  • Parque Florestal Nacional de Zhangjiajie

Reserve um tempo mais extenso para conhecer o parque. O Elevador Bailong, de vidro e instalado do lado de fora do paredão, sobe 326 metros em pouco mais de um minuto. Os 172 metros de penhasco exposto mostram a imponência das montanhas, grande inspiração para os cenários de Pandora, mundo criado por James Cameron para Avatar.

  • Montanha Tianmen

O teleférico que parte do centro da cidade é um dos mais longos do mundo. Lá em cima, passarelas de vidro contornam o penhasco e uma escadaria de 999 degraus leva ao Portão do Céu, um arco natural de mais de 130 metros de altura com uma vista belíssima.

  • Ponte de vidro do Grand Canyon

Com cerca de 430 metros de comprimento, fica suspensa a 300 metros do fundo do cânion. Não é para quem tem desconforto ou medo de altura, mas a vista compensa.

8. Shenzhen

Skyline de Shenzhen ao pôr do sol, com a China Resources Tower à direita e arranha-céus refletidos na água da baía.

Shenzhen era uma região de vilas de pescadores até 1980, quando se tornou a primeira zona econômica especial do país. Atualmente é uma megalópole, sede de empresas como Huawei, Tencent e BYD, e a cidade para entender a China inovadora e tecnológica.

  • Ping An Finance Centre

Com 599 metros, é o arranha-céu mais alto da cidade. O observatório Free Sky, no 116º andar, tem vista que alcança até as montanhas de Hong Kong em manhãs claras.

  • Huaqiangbei e OCT Loft

Huaqiangbei é o maior mercado de eletrônicos do mundo, com prédios inteiros de lojas de componentes. Num tom contrastante, o OCT-LOFT Creative Culture Park ocupa um antigo complexo industrial com galerias de arte, livrarias, cafés e restaurantes.

  • Parque da Baía de Shenzhen

São cerca de 15 quilômetros de orla, ótimos para caminhar ou pedalar ao pôr do sol, com Hong Kong visível do outro lado da baía em uma parte mais descontraída do roteiro.

9. Hong Kong

Junco de velas vermelhas navegando no Porto Victoria ao pôr do sol, com os arranha-céus da Ilha de Hong Kong ao fundo.

Hong Kong foi colônia britânica até 1997 e manteve sistema próprio de governo, moeda e imigração. Para o viajante, representa internet sem bloqueios, inglês amplamente falado e uma cidade mais simples de percorrer. A partir de Shenzhen, o trem de alta velocidade chega à estação West Kowloon em cerca de 15 minutos.

  • Victoria Peak e Star Ferry

O Peak Tram, em funcionamento desde 1888, sobe até o ponto mais elevado de Hong Kong, com vista para o porto. Na volta, a travessia de Star Ferry entre a ilha e Kowloon leva menos de dez minutos e é uma forma divertida de conhecer a cidade.

  • West Kowloon

O distrito cultural reúne o M+, museu de cultura visual contemporânea, e o Hong Kong Palace Museum, com peças emprestadas pela Cidade Proibida de Beijing. São dois acervos impressionantes e que, com certeza, valem um espaço no seu itinerário.

  • Lantau

O teleférico Ngong Ping 360 leva até o Grande Buda de Tian Tan, uma estátua de bronze com 34 metros, ao lado do Mosteiro Po Lin. A vista panorâmica é um destaque local.

  • Gastronomia

Hong Kong tem um dos guias Michelin mais completos da Ásia, do dim sum de restaurantes cantoneses tradicionais aos menus degustação de chefs internacionais.

10. Macau

Macau foi administrada por Portugal até 1999 e é o lugar da China onde você mais vai se sentir em casa. As placas de rua são em português e chinês, a calçada portuguesa cobre as praças e é possível encontrar uma variação de pastel de nata, o pou tat.

  • Centro Histórico

Patrimônio Mundial da Unesco desde 2005, reúne igrejas, templos chineses e casarões coloniais. O percurso entre o Largo do Senado e as Ruínas de São Paulo, a fachada que restou de uma igreja jesuíta do século XVII, é o ponto mais famoso do trajeto.

  • Taipa e Cotai

A Vila da Taipa preserva casas coloniais e restaurantes de comida macaense, uma cozinha que mistura influências portuguesas, chinesas e africanas. Ao lado, Cotai concentra os grandes resorts e cassinos, com espetáculos grandiosos e restaurantes elegantes.

  • Macau Tower

Com 338 metros, a Macau Tower é o ponto mais alto da cidade. Inaugurada em 2001, a torre tem mirantes envidraçados a mais de 220 metros de altura, de onde, em dias claros, se avistam Taipa, Coloane e até a costa da China continental. Se você não se incomoda com altura, vale a visita.

Como combinar as cidades em um roteiro

Panda-gigante sentado entre folhagens, comendo um broto de bambu sob a luz do sol.

Não há voos diretos do Brasil para a China. As conexões mais usadas passam pela Europa ou pelo Oriente Médio, e a viagem leva entre 25 e 30 horas. Por isso, sugerimos no mínimo 12 dias no destino para fazer a viagem render o máximo possível.

Uma boa prática é entrar por uma cidade e sair por outra, o que evita retornar pelo mesmo caminho. Estas são as combinações que mais montamos para nossos clientes:

  1. China clássica, de 12 a 14 dias
    É o roteiro ideal para uma primeira viagem, todo feito de trem-bala.
    Beijing: 4 noites
    Xi’an: 2 noites
    Shanghai: 3 noites
    Suzhou: 1 noite

  2. Do sul da China a Macau, de 10 a 12 dias
    Funciona sozinho ou como extensão de qualquer um dos outros roteiros.
    Shanghai: 3 noites
    Shenzhen: 2 noites
    Hong Kong: 4 noites
    Macau: 2 noites

  3. História e Sichuan, de 16 a 18 dias
    Acrescenta os pandas, a gastronomia apimentada e a paisagem vertical de Chongqing.
    Beijing: 4 noites
    Xi’an: 2 noites
    Chengdu: 3 noites
    Chongqing: 2 noites
    Shanghai: 3 noites

  4. Natureza e cidades, de 18 a 21 dias
    É o mais completo para quem quer ver a China além dos grandes centros.
    Beijing: 4 noites
    Xi’an: 2 noites
    Chengdu: 3 noites
    Chongqing: 2 noites
    Zhangjiajie: 3 noites
    Shanghai: 3 noites


Lembre-se de que a isenção de visto permite até 30 dias por entrada na China continental. Em roteiros longos, a passagem por Hong Kong ou Macau também ajuda a organizar esse prazo, já que a saída para esses territórios encerra a contagem.

Qual é a melhor época para fazer uma viagem para a China

Mulheres com vestidos qipao vermelhos e dourados segurando incensos durante uma celebração tradicional chinesa.

A China tem dimensões continentais, e o clima de Beijing pouco se parece com o de Hong Kong no mesmo mês. Para um roteiro que passe por várias regiões, as melhores épocas são a primavera e o outono, quando há uma certa estabilidade nas temperaturas.

Primavera e outono

De abril a maio e de setembro ao início de novembro, as temperaturas ficam agradáveis na maior parte do país, entre 15 °C e 25 °C. Na primavera, os jardins de Suzhou e do Palácio de Verão estão floridos. No outono, as montanhas ao redor da Grande Muralha e de Zhangjiajie ganham tons de vermelho e dourado.

Verão

De junho a agosto, o calor é intenso e úmido, passando dos 35 °C em Shanghai e Chongqing, que é apelidada de “fornalha” da China. Também é a temporada de chuvas no sul e de tufões em Hong Kong e Macau. Em compensação, Zhangjiajie fica muito verde, e as cidades do norte têm dias longos.

Inverno

De dezembro a fevereiro, Beijing e Xi’an chegam a temperaturas abaixo de zero, com céu geralmente limpo. Há menos turistas, e a Grande Muralha com neve é uma imagem bonita para quem não se importa com o frio. Hong Kong e Macau, por outro lado, têm o inverno mais agradável do ano, com cerca de 15 °C a 20 °C.

Datas para evitar

Três períodos de feriado atraem centenas de milhões de chineses e lotam atrações, trens e hotéis. Se o seu desejo for participar das comemorações, vá preparado para as multidões:

  • Ano Novo Chinês, entre janeiro e fevereiro (em 2027 começa no dia 6 de fevereiro);
  • Golden Week, que marca a fundação da República Popular da China, de 1º a 7 de outubro;
  • Feriado do Dia do Trabalho, com cinco dias de folga, de 1º a 5 de maio.

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Grande Muralha da China serpenteando por montanhas verdes, com torres de vigia ao entardecer.

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